ADMINISTRANDO RISCOS, GARANTINDO A QUALIDADE! SEGURANÇA DO PACIENTE
10/05/2016

AUTORA: FLÁVIA BASTOS STRINGARI

(ENFERMEIRA INTENSIVISTA; MESTRE EM TERAPIA INTENSIVA PELA SOCIEDADE BRASILEIRA DE TERAPIA INTENSIVA; RESPONSÁVEL PELO SERVIÇO DE ENFERMAGEM DO HOSPITAL DO CORAÇÃO).

 

A responsabilidade com a Segurança do Paciente sempre foi alvo das equipes hospitalares e de saúde, porém vivemos no momento atual a busca por um trabalho de sensibilização e mobilização de profissionais de saúde que promovam a segurança do paciente, divulgando conhecimentos e desenvolvendo ferramentas que possibilitem a mudança da realidade no cenário mundial.

Considerada um princípio básico e um requisito para a qualidade do cuidado, a Segurança do Paciente corresponde à redução ao mínimo, do risco de danos desnecessários no processo assistencial do paciente, que podem ter impacto negativo no resultado do cuidado a saúde.

Não se pode organizar os serviços de Saúde, sem considerar que os profissionais vão errar. Errar é humano. Cabe ao sistema criar mecanismos para evitar que o erro atinja o paciente. BRASIL (2013)

A partir deste conceito entende-se o porquê é necessário criar uma cultura de segurança nos serviços de saúde, a formação da cultura pela qualidade faz com que a melhoria dos processos seja revelada e nos leva a trabalhar com metas que garantam o processo seguro do cuidado. A Organização Mundial de Saúde, com o objetivo de ajudar os gestores a coordenar, disseminar e acelerar esta cultura estipulou metas direcionando as ações de trabalho, com foco em problemas de maior incidência, são elas:







Além das metas, segundo a RDC nº36/2013 é preciso criar um grupo de profissionais multidisciplinar, também conhecido como Núcleo de Segurança do Paciente para promover e apoiar as ações desenvolvidas. A integração deste grupo conduzirá as ações para gestão de risco, para a promoção de mecanismos que identifiquem e avaliem as não conformidades, elaboração, implementação e divulgação da cultura através de programas de capacitação para manter atualizado o plano de segurança. (Wachter, 2013)

O objetivo maior é fazer os colaboradores envolvidos entenderem que os eventos adversos ocorridos e notificados levarão o núcleo à melhoria e adequação dos processos. Com caráter não punitivo devem ser sinalizados como ferramentas de indicadores de qualidade.

É necessário entender a Segurança do paciente como uma atribuição obrigatória do exercício de qualquer profissão em saúde e não como mais uma função a ser somada em nossa rotina. Evidências mostram que à medida que investimos no nível dos profissionais da saúde, aumenta a qualidade e a segurança do atendimento ao paciente melhora. E este é o nosso desafio e principal objetivo.


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